18 de maio de 2011

A chuva (parte II )


Hoje sei que a chuva não mais lava minh'alma, mais do que isso, ela esvazia a minha mente, me renova, faz tudo o que estava obscuro a minha frente se refletir de uma forma inexplicável, fazendo com que tudo entre nos devidos lugares, mas que , realmente é uma pena , algo tão bom, que poderia estar sendo apreciado pelos seres humanos como um acontecimento de renovação, estar sendo visto como um acontecimento de destruição, que vem  sendo evitado por todos.
Que todos temem e choram por perder o que há tanto tempo lutou para conquistar, mas ninguém, NINGUÉM, é capaz mover algo para que isso mude, para que tudo volte a ser contemplado como era, e como realmente deve ser.


16 de maio de 2011

Dom magnífico

Ah!voar, que dom magnífico que um pássaro poderia ter, voar para sobreviver, em cada vôo uma sensação incrível, até parecia que eu estava voando!, eu ali naquela varanda observando aquele belo pássaro negro de assas longas, sobre voando aquele lindo e imenso céu azul, batia suas asas três vezes e planava, parecia repousar sobre o nada, e eu o admirava tanto que até podia sentir aquela sensação de estar voando no lugar daquele admirável pássaro negro, meus olhos imóveis, apenas via ele sobre voando a cidade e eu o observando daquela sacada no alto daquela montanha.

Sem voz


Promete me amar quando eu menos precisar?                                                                                     
promete, a minha mão segurar, quando a saudade apertar e a distancia atrapalhar?
o caminho é longo, cansativo, dolorido até demais, pra quem ama e já não suporta mais acordar em rios de lágrimas, porque sonha de mais sem ver, que sente algo inexplicável  e QUASE impossível de se sentir, mas sente, diz ser valente, mas valente mesmo é sua ''armadura'', que não mais é de ferro, e sim de aço, mas que por dentro está em prantos, que por orgulho ignora seu coração e diz-se dona da sua própria emoção.
algumas vezes querendo cair, mas a única coisa que a segurava era seu orgulho, que por orgulho segurava suas lágrimas para deixá-las cair no silencio da noite, onde montava seu próprio abismo e por lá ficava até o amanhecer.
É difícil acordar e não ver o brilho do seu olhar, é triste viver sem um sorriso seu, mas mesmo com tudo isso sou capaz de amar, as vezes por medo de falar, por não demonstrar, do jeito que deveria ser, mas acontece, um  sentimento  ser tão grande, que na hora de falar nos deixa sem voz.


 parte II


quando eu precisei você não me amou
quando a saudade apertou você soltou minha mão e disse que não seria mais possível
O caminho era longo, cansativo e dolorido, mas você quis desistir.
Mais uma vez, apunhalada pelas costas, mas meu orgulho é grande o bastante para reter minhas lágrimas,  que por ti não caem mais.
fiz do meu próprio abismo, o meu paraiso.
A dificuldade superada, o seu sorriso caiu no esquecimento, que o amor que me deixava sem voz, hoje já não me afeta mais, porque talvez amadureci mais uma vez, os tombos me fez enxergar o quão tola fui, pena, isso não acontecerá outra vez.
 Te amar outra vez, é impossível.
O meu perdão? Sim, terás, mas meu amor nunca mais.